Pages

sábado, 14 de outubro de 2017

Qual Lei Deveríamos Submeter-nos Hoje em Dia?
POR: Pr. Aldemir Martins

Algumas pessoas perguntam: "Se os Dez Mandamentos foram removidos, isso não tornaria correto roubar, mentir, assassinar, etc.?" Então, considere o que a Bíblia diz sobre a lei que hoje devemos seguir.
Hoje devemos obedecer aos Mandamentos do Novo Testamento.
  • Jesus não somente removeu o Velho Testamento, ele substituiu pelo Novo Testamento.
A razão pela qual a velha aliança não é necessária agora é que uma lei diferente tomou o seu lugar.
Hebreus 10:9,10 - Jesus removeu o primeiro testamento para que ele pudesse estabelecer o segundo (veja Hebreus 8:6-9; 7:22; 2 Coríntios 3:6).
Romanos 7:4 - Fomos libertados da lei para que pudéssemos nos unir a Cristo.
Gálatas 3:24-27 - Não estamos debaixo do aio (a velha lei), porque a fé do evangelho chegou.
Uma ilustração: Brasil esteve, antigamente, sujeito às Ordenações do Reino de Portugal; depois da Independência, estivemos sob a Constituição do Império, e agora estamos sob a Constituição Republicana. Do mesmo modo, Deus providenciou para o homem, primeiro o regulamento patriarcal, depois as leis do Sinai e, agora, o Evangelho, ou Novo Testamento. Não estamos mais sujeitos nem às leis do Império, nem às do Velho Testamento.
  • Esta mudança ocorreu como resultado da morte de Jesus.
Colossenses 2:14 - Ele cancelou as primeiras ordenanças, encravando-as em sua cruz.
Efésios 2:13-16 - Ele aboliu a velha lei através do seu sangue, derramado na cruz (v. 13,16).
Hebreus 9:16,17 - Como no caso de qualquer testamento, Jesus tinha que morrer para que seu testamento tivesse força. A velha lei esteve em vigor até que Jesus morresse, então ela foi substituída pela Nova Aliança (veja Gálatas 3:13; Romanos 7:4).
  • Este Novo Testamento também contém mandamentos e leis que temos de obedecer.
Mateus 28:18-20 - Jesus possui toda a autoridade, então devemos obedecer a todos os seus mandamentos.
1 Coríntios 14:3 - 7 - Os mandamentos escritos no Novo Testamento são os mandamentos do Senhor.
1 Coríntios 9:20,21 - Paulo não estava debaixo da lei dos judeus, mas sob a lei de Cristo.
Tiago 1:18,25O evangelho é a lei perfeita da liberdade, pela qual seremos julgados (João 12:48; 1 Pedro 1:22-25; Romanos 6:17,18; Atos 3:20-23; Isaías 2:1-4).
Deus não removeu a velha lei para que pudéssemos ficar sem lei, mas para que pudéssemos servi-lo nas condições do Novo Testamento. Há mandamentos para obedecermos, mas estes são os mandamentos do Novo Testamento e não aqueles do Velho Testamento.
  • O Novo Testamento jamais será substituído por qualquer outra lei na terra.
Aprendemos que, durante todo o tempo em que o Velho Testamento esteve em vigor, Deus tinha planos para substituí-lo, finalmente. Será o Novo Testamento, do mesmo modo, substituído por outro sistema de mandamentos para os homens, na terra?
2 Coríntios 3:6-11 - A primeira aliança desapareceu para que pudesse ser trocada por aquela que permanece(não desvanece).
Hebreus 12:27,28 (veja v. 18-29) - A lei dada no Sinai foi abalada (removida) para que ela pudesse ser substituída por outra (o Novo Testamento) que jamais será abalada, mas permanecerá.
A razão pela qual o Velho Testamento teve que ser substituído foi que ele tinha sacrifícios que não podiam retirar a culpa permanentemente. Estes sacrifícios foram oferecidos por sacerdotes que, eles próprios, eram pecadores. O Novo Testamento tem o sacrifício de Jesus, que pode tirar todos os pecados, de modo que não sejam mais lembrados. Este sacrifício foi oferecido pelo Sumo Sacerdote, eterno e sem pecado, o próprio Jesus Cristo (Hebreus 10:1-18; 7:11-28; 8:6-9; 9:11-28; Romanos 1:16; Marcos 16:15,16).
Judas 3 - A fé do evangelho foi entregue aos santos uma vez por todas. "Uma vez" é a mesma palavra usada para a morte de Jesus, em contraste com o sacrifício de animais (Hebreus 10:10-14; 7:27; 9:12,25-28).
Os animais tinham de ser oferecidos repetidamente, porque eles não tiravam a culpa permanentemente. Jesus ofereceu o sacrifício perfeito, que não precisa ser substituído por qualquer outra coisa. Do mesmo modo, o evangelho é dado aos homens "uma vez". É a última palavra de Deus ao homem. Ele é tão perfeito que jamais será mudado ou substituído por Deus, enquanto o mundo existir (veja Tiago 1:25; 1 Coríntios 13:8-13).
Alguns mandamentos do Novo Testamento são semelhantes aos do Velho Testamento, mas outros não são.
Nove dos Dez Mandamentos, por exemplo, são repetidos no Novo Testamento
1. Nenhum Deus além de Jeová - 1 Coríntios 8:4; Atos 14:15
2. Nenhuma imagem esculpida - Gálatas 5:19-21; Romanos 1:22,23
3. Não tomar o nome de Deus em vão - Tiago 5:12
4. Lembrar-se do sábado - Este mandamento é o único dos dez que não é repetido em nenhuma parte do Novo Testamento.
5. Honrar seus pais - Efésios 6:2,3
6. Não matar - Romanos 13:8-10
7. Não cometer adultério - Romanos 13:8-10; 1 Coríntios 6:9,10
8. Não roubar - Romanos 13:8-10; Efésios 4:28
9. Não prestar falso testemunho - Apocalipse 21:8; 22:15
10. Não cobiçar - Romanos 13:8-10; Efésios 5:8.
Os mandamentos que são repetidos no Novo Testamento obedecemos, não porque estavam no Velho Testamento, mas porque estão no Novo Testamento.
  • Muitas práticas do Novo Testamento diferem das práticas do Velho Testamento.
VELHO TESTAMENTO
NOVO TESTAMENTO
Sacrifício de animais
Sacrifício de Jesus (Hebreus 10:9-18)
Sumo sacerdote humano 
Sacerdócio de Jesus (Hebreus 9:11-14)
Templo físico 
Templo espiritual (1 Coríntios 3:16)
Circuncisão carnal
Corações circuncidados (Romanos 2:28-29)
Música instrumental
Canto (Efésios 5:19; Colossenses 3:16)
Dízimo (Hebreus 7:5)
Doações livres (1 Coríntios 16:1-2)
Sábado e dias santos
Primeiro dia da semana (Atos 20:7)
Compare Romanos 7:2-6 - Uma mulher não está sujeita à autoridade de dois maridos a um só tempo. Se seu primeiro esposo morrer, seu segundo esposo pode ter gostos diferentes dos de seu primeiro esposo, mas em alguns pontos, ambos poderão ter os mesmos gostos. Entretanto, os hábitos do primeiro esposo, agora, não obrigam mais a esposa. Se ela faz coisas semelhantes às que costumava fazer antes, é porque o segundo esposo está de acordo, e não porque era a vontade do primeiro esposo.
Da mesma maneira, estamos sob a Nova Aliança e não sob a Velha Aliança (incluindo-se os Dez Mandamentos). As leis são um tanto similares e outro tanto diferentes (veja Hebreus 8:9). Mas nenhuma das exigências da Primeira Aliança tem qualquer poder, hoje. Onde as leis forem diferentes, seguimos a Segunda Aliança, e não a primeira. Onde as leis forem similares, obedecemos, não porque a primeira lei assim dizia, mas porque a Nova Aliança assim ordena.
Nosso dia específico para adoração é o primeiro dia da semana e não o sétimo.
  • Muitos acontecimentos importantes no Novo Testamento ocorreram no primeiro dia da semana.
• Jesus levantou-se dentre os mortos (Marcos 16:9; Mateus 28:1-6).
• As primeiras aparições de Jesus para provar que ele havia ressuscitado (João 20:19; Marcos 16:2,9; Mateus 28:1,6-10).
• No dia em que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, o evangelho foi pregado como estando em vigor pela primeira vez, as pessoas obedeceram pela primeira vez e a igreja começou; tudo isto estava no Pentecoste, que foi num primeiro dia da semana (Atos 2; Levítico 23:15,16).
Todos estes acontecimentos importantes ocorreram no primeiro dia da semana. Qual acontecimento importante no Novo Testamento ocorreu no sétimo dia da semana? Nenhum. Não deveria surpreender-nos, portanto, ver um significado especial para o primeiro dia da semana, na igreja do Novo Testamento.
  • No Novo Testamento, os cristãos faziam a coleta e se encontravam para a Ceia do Senhor no primeiro dia da semana.
1 Coríntios 16:1-2 - Foi ordenada, a igreja, fazer a coleta no primeiro dia da semana. Qual passagem diz para a igreja fazer coletas no sétimo dia?
Atos 20:7 - A igreja tinha a Ceia do Senhor regularmente, e eles se reuniam para tomá-la. (Atos 2:42; Hebreus 10:25; 1 Coríntios 11:17,18,20). Quando eles se reuniam para tomá-la? No primeiro dia da semana. A passagem diz no "primeiro dia da semana", e não é possível que isso seja o mesmo que no "sétimo dia da semana".
Alguns dizem que "partir o pão" pode se referir a uma refeição comum. Mas é uma expressão comum para a Ceia do Senhor (Mateus 26:26; Marcos 14:22; 1 Coríntios 10:16; 11:23,24; Atos 2:42). Sabemos que Atos 20:7 se refere à Ceia do Senhor porque o trecho mostra, claramente, que esta era uma assembléia de adoração. E Paulo, que pregava nesta ocasião, já havia ensinado que somente a Ceia do Senhor, não as refeições comuns, deveria ser tomada na assembléia de adoração (1 Coríntios 11:17-34).
O significado do dia é também mostrado pelo fato que Paulo esperou 7 dias para se encontrar com os discípulos no primeiro dia (v. 6,7). Mas ele estava com pressa (v. 16), tanto que ele partiu ao clarear o dia seguinte, mesmo ele estando acordado toda a noite, com a igreja (v. 11).
Note mais ainda que, se a igreja tivesse se reunido no sétimo dia da semana para partir o pão, Paulo poderia ter poupado todo o seu esforço e partido um dia antes. Se o sétimo dia é o dia especial para a adoração cristã, e o primeiro não tem significado, por que o primeiro dia é mencionado e o sétimo não? E por que Paulo se deu a tanto trabalho para se encontrar com a igreja no primeiro dia?
O único dia autorizado para a igreja do Novo Testamento tomar a Ceia do Senhor e fazer a coleta é o primeiro dia da semana. Nenhuma passagem em qualquer parte da Bíblia autoriza a igreja a fazer estas coisas no sétimo dia.
  • Alguns afirmam que Jesus e Paulo guardaram o sábado.
Jesus viveu sob a velha lei (Gálatas 4:4), então, naturalmente, ele guardou o sábado (Lucas 4:16; etc.) Como já aprendemos, a lei não foi removida até ele morrer.
Ele também foi circuncidado (Lucas 2:21), teve animais oferecidos por ele (Lucas 2:22-24), ensinou a outros a oferecerem animais (Mateus 8:4; Marcos 1:44; Lucas 2:22; veja Levítico 14:1-32), observou os dias festivos (Lucas 2:41; Mateus 26:17), e mostrou grande zelo pelo templo físico (João 2:13-17). Ele ensinou outros a observarem todas as coisas ensinadas por aqueles que se assentavam na cadeira de Moisés (Mateus 23:2,4). Todos nós temos que fazer todas estas coisas, hoje em dia, por que ele as fez?
Mas não há evidência de que Paulo, ou qualquer outro homem inspirado, observou o sábado como obediência a mandamento divino, depois da morte de Jesus. As passagens usadas para "provar" que ele assim fez são todas referentes a assembléias de judeus não convertidos (Atos 13:14,42 44;
15:20,21; 16:13; 17:1-3; 18:4). Nenhuma destas se refere a uma assembléia de cristãos reunindo-se para observar o sábado religiosamente. Nenhuma passagem diz aos gentios para guardarem o sábado. Mas Atos 20:7 e 1 Coríntios 16:1,2 se referem a atividades de cristãos no primeiro dia. E as passagens dizem que Paulo entrou nas sinagogas com o propósito de ensinar aos judeus que ali congregavam (Atos 13:5,14,16,42 44; 14:1; 17:1-3; 18:4,5). Os judeus guardavam o sábado, como tinham feito por gerações (Atos 15:20,21) porque eles não acreditavam que nada do Velho Testamento tivesse sido removido. Suas assembléias ofereciam ótimas oportunidades para Paulo ensinar. Mas nenhuma passagem diz que ele compareceu com o propósito de observar o sábado. Já citamos vários versículos de Paulo mostrando que a lei, incluindo-se o sábado, não está em vigor.
Usar uma oportunidade para ensinar não é o mesmo que observar um dia religioso. Os apóstolos ensinaram outras vezes e em outros lugares também (Atos 5:42; 17:17,22; 19:9; 20:7,31). Deveríamos considerar estes lugares e dias para serem guardados religiosamente, porque eles estiveram lá? Do mesmo modo, se as pessoas que guardam o sábado nos permitirem, iremos alegremente comparecer a suas reuniões do sábado, para ensinar-lhes a verdade, mas não estaríamos fazendo isso para observar o sábado.
As pessoas que guardam o sábado, às vezes, desprezam a evidência que dá especial significado ao primeiro dia da semana. Mas, quando alguém observa a "prova" do Novo Testamento, oferecida para a guarda do sétimo dia, ele vê, por comparação, quanto mais evidência há para o primeiro dia. Se as pessoas que guardam o sábado tivessem versículos falando do sétimo dia, como Atos 20:7 e 1 Coríntios 16:1,2 e outras passagens que falam do primeiro dia, pode estar certo de que elas as considerariam provas muito convincentes.

Não dizemos que o primeiro dia da semana é o "sábado cristão". Um sábado é um dia de descanso e nenhuma passagem do Novo Testamento diz para descansarmos no primeiro dia, ou outro dia em particular. Não há "sábado cristão". Mas o primeiro dia é um dia especial de adoração, no qual fazemos atos de adoração, que não são autorizados em nenhum outro dia.

ASSEMBLEIA DE DEUS VIDA ABUNDANTE DO BRASIL
Sede Nacional: São João de Pirabas-PA
Pastor Aldemir Martins
Pres. Nacional

Pr. Otoniel Paixão
Pres. Estadual

ADVA - BRASIL
WhatsApp: 91 9 8736.7607
aldemirmartinsm@gmail.com 


A Lei e a Graça

Algumas pessoas, às vezes bem intencionadas, acreditam que a lei e a graça são aspectos da religião cristã que não se harmonizam. Elas dizem: “Cristo aboliu a lei na cruz do Calvário” ou “O Antigo Testamento corresponde ao período da lei e o Novo Testamento é a dispensação da graça”. Já ouviu essa conversa? Essas pessoas colocam a lei e a graça no ringue de luta e, antes de soar o gongo, dão à graça vitória por nocaute. O texto chave para esse estudo é Efésios 2:8 a 10: “Porque pela graça sois salvos mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feituras dEle, criados em Cristo Jesus, para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Algumas coisas precisam ficar claras em nossa mente.
1º) A lei não nos salva. A graça sim. Simples não? A lei não serve para salvar. Guardar os dez mandamentos não fará uma pessoa herdar o reino de Deus. A salvação é obtida única e exclusivamente pela graça de Jesus que é oferecida a nós. O texto diz: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é um dom de Deus.” A graça é um dom de Deus. Um dom é um presente que você recebe, sem merecer, e não precisa pagar por ele. Como disse Strong: “A graça é favor imerecido concedido aos pecadores.” (A. H. Strong, Systematic Theology, p. 779). O sacrifício substitutivo de Jesus na cruz do Calvário e a aceitação deste dom em minha vida é o que me comunicam a vida eterna.
Durante uma conferência britânica a respeito de religiões comparadas, técnicos de todo o mundo debatiam qual a crença única da fé cristã, se é que existia essa crença. Eles começaram eliminando as possibilidades. Encarnação? Ressurreição? O debate prosseguiu durante algum tempo até que C. S. Lewis entrou no recinto. “A respeito do que é a confusão?”, ele perguntou, e ouviu a resposta dos seus colegas. Lewis respondeu: “Oh, isso é fácil. É a graça”.
Depois de alguma discussão, os conferencistas tiveram de concordar. A noção do amor de Deus vindo a nós livre de retribuição, sem cordas amarradas, parece ir contra cada instinto da humanidade. O caminho de oito passos do budismo, a doutrina hindu do karma, a aliança judaica, o código da lei muçulmana — cada um deles oferece um caminho para alcançar a aprovação. Apenas o cristianismo se atreve a dizer que o amor de Deus é incondicional. (Phillip Yancey, Maravilhosa Graça, p. 18). Alguém escreveu:
“Se a nossa maior necessidade fosse informação, Deus nos teria enviado um educador.
Se a nossa maior necessidade fosse tecnologia, Deus nos teria enviado um cientista.
Se a nossa maior necessidade fosse dinheiro, Deus nos teria enviado um economista.
Se a nossa maior necessidade fosse prazer, Deus nos teria enviado um artista.
Se a nossa maior necessidade fosse conduta, Deus nos teria enviado um legislador.
Mas a nossa maior necessidade é o perdão, então, Deus nos enviou um Salvador!”
Apenas Cristo pode nos salvar. Seu sacrifício foi todo suficiente para pagar a nossa dívida de pecado (Romanos 6:23). Mas e a lei? Se não serve para salvar, qual é o objetivo dela? Aceitar a graça de Cristo já não me garante a salvação? O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer popularizou nos meios teológicos a expressão “graça barata” por meio de seu livro Discipulado, escrito em 1937. Logo nas primeiras páginas, ele faz um alerta contra a graça barata dizendo:
“A graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja… Graça barata significa justificação do pecado, e não do pecador. (…) A graça barata é a graça que nós dispensamos a nós próprios. A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento, é o batismo sem a disciplina de uma congregação, é a Ceia do Senhor sem confissão dos pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem cruz, a graça sem Jesus Cristo vivo, encarnado”.
Percebeu que texto esclarecedor? A graça de Cristo não faz com que tenhamos a mesma vida de pecado que tínhamos antes, mas promove uma mudança de pensamentos e atitudes, e isso deve ocorrer em nós de dentro para fora. Paulo escreveu: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). O texto de Efésios 2:8-10 diz claramente que fomos criados em Jesus “para as boas obras”, ou seja, a partir do momento em que eu recebo a graça salvadora de Jesus, eu desenvolvo boas obras não para adquirir salvação, mas porque já fui salvo por Jesus. Elas são, portanto, um resultado da salvação que ocorreu e está ocorrendo em minha vida.
Lembra-se do texto sobre a Videira Verdadeira? Jesus disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”(João 15:5). Produzir fruto na vida cristã é resultado da permanência em Cristo – a Videira Verdadeira. A partir disso, receberemos vida da seiva e produziremos naturalmente os frutos que Cristo deseja. A lei de Deus atua nesse processo como um espelho, mostrando a sujeira do pecado em minha vida e não apenas isso: mostra o caminho que devo seguir, apontando a necessidade de um Salvador.
2º) Harmonizando lei e graça – Já ouviu aquela ideia de que a lei vigorou apenas no Antigo Testamento e a graça no Novo Testamento? Essa ideia é equivocada. Ambas sempre andaram de mãos dadas, cada uma cumprindo a sua função. A Bíblia diz que o “Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13:8), e que “a graça nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos” (2 Timóteo 1:9). Portanto, os pecadores do Antigo Testamento também se salvaram pela graça. Eles deveriam manter a fé no Cordeiro de Deus que viria. Como afirmar que a graça veio depois da cruz?
Noé achou graça diante de Deus (Gênesis 6:8), Abraão foi salvo pela graça, (Gálatas 3:8; Romanos 4:3), Davi não se salvou pelos próprios méritos, mas pela fé em Cristo (Romanos 4:6). Então, a graça é o meio universal e eterno de Deus salvar os pecadores. E a lei, não foi cravada na cruz? Não estamos agora, “debaixo da graça”? Romanos 3:31 diz: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” Jesus veio nos libertar da condenação que a lei nos impunha.
Isso significa que não estamos mais “debaixo da lei”. Se a lei tivesse sido abolida, não haveria transgressão (1 João 3:4) e, necessariamente, não haveria condenação. E não havendo condenação, não há necessidade de graça. Sem lei não há graça. Uma pressupõe a outra. A graça, além de nos salvar da condenação da lei, habilita-nos a viver em harmonia com os preceitos celestiais, com o padrão divino. Não há contradição, mas uma interdependência entre lei e graça. Elas se harmonizam e completam-se em suas funções. Como escreveu um autor evangélico: “A graça não importa em liberdade para pecar, mas numa mudança de senhores, e numa nova obediência e serviço. A graça não anula a santa Lei de Deus, mas unicamente a falsa relação do homem para com ela.” (Vincent, Word Studies, vol. 3, p. 11).
3º) A essência da graça – Pergunte às pessoas o que elas devem fazer para ir para o céu e a maioria vai responder: “Ser bom”. As histórias de Jesus contradizem essa resposta. Tudo que devemos fazer é clamar: “Socorro!” Deus está esperando de braços abertos para receber Seus filhos. Lembra-se da história do filho pródigo? O pai aguardava ansiosamente a volta do filho arrependido. Essa é a manifestação da graça de Deus em nossa vida. Jesus desceu a essa Terra e personificou a graça de Deus. Ele viveu de acordo com as exigências da lei e tomou sobre si a punição do pecado. “O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele” (Isaías 53:4). Na cruz, a justiça e a paz se beijaram (Salmos 85:10). Ali foi demonstrado não apenas a justiça de Deus, mas que Deus é justo. Existe amor maior do que este?

ASSEMBLEIA DE DEUS VIDA ABUNDANTE DO BRASIL
Sede Nacional: São João de Pirabas-PA
Pastor Aldemir Martins
Pres. Nacional

Pr. Otoniel Paixão
Pres. Estadual

ADVA - BRASIL
WhatsApp: 91 9 8736.7607
aldemirmartinsm@gmail.com