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quinta-feira, 7 de julho de 2016


Por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado

"Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado." (Jesus em Mateus 12,37)

Amigos, falo por amor e não por julgamento. Falo também ao meu coração!

As pessoas falamos que as palavras tem poder, mas, muitas vezes, não refletimos sobre o que falamos. Falamos sem pensar. Não seguramos palavras negativas. Emitimos julgamentos sobre os outros.

"Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal." (Tiago 3,8)

Um dos grandes motivos para nos aproximarmos de Deus é que Jesus é a Palavra Viva! Pela Palavra o mundo foi criado!
Deus quer nos dar um novo coração, perdoado, transformado, para que de nossa boca saiam palavras de edificação!

Com a nossa própria boca, atrapalhamos a nós mesmos!
Precisamos encontrar a Deus por meio de Jesus, o Verbo, a Palavra!
Precisamos que de nossas bocas, mais e mais, saiam palavras vindas do Espírito de Deus!

Para mudar o nosso coração e as nossas palavras precisamos do Senhor Jesus!

Nenhum de nós vencerá a si mesmo por meio de si mesmo!
Venceremos a nós mesmos somente pela força e sabedoria do Espírito Santo de Deus!

"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.
Senti as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em tristeza.
Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará." (Tiago 4,7-10)

Seguem passagens para meditação.

"A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce." (Tiago 3,6-12)

"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.
Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.
Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo.
Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado." (Jesus em Mateus 12,31-37)




O Véu Rasgado

Três dos quatro relatos bíblicos do evangelho de Jesus incluem um comentário fascinante sobre um acontecimento na hora da sua morte na cruz: “E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Marcos 15:38; compare Mateus 27:51 e Lucas 23:45).

O véu foi um tipo de cortina pesada que separava as duas principais partes do templo dos judeus em Jerusalém. Vários sacerdotes entravam diariamente na primeira parte, o Santo Lugar. Mas somente o sumo sacerdote entrava na segunda parte, o Santo dos Santos. Nem esse principal líder espiritual tinha o direito de entrar com frequência. O sumo sacerdote entrava uma vez por ano para levar o sangue do sacrifício da expiação, parte de um ritual especial para pedir perdão pelos pecados do povo.

O Santo dos Santos representava a presença de Deus. Pode ser comparado à sala do trono de um rei. Por Deus ser o supremo e absolutamente santo rei, os homens pecadores não teriam acesso a ele. O véu representava exatamente essa separação.

O profeta Isaías, talvez o homem do Antigo Testamento que Deus mais usou para revelar seus planos de enviar o Messias (Cristo), descreveu a separação causada pelo pecado: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniquidade; os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade”(Isaías 59:1-3).

Desde a expulsão do primeiro casal do Jardim do Éden, por causa do pecado que cometeram, Deus tem mostrado esse triste resultado das transgressões dos homens. Quando pecamos, criamos uma barreira entre nós e Deus. O véu do templo foi uma das maneiras que Deus ensinou sobre essa separação.

Mas, quando Jesus morreu, o véu foi rasgado. Foi rasgado de alto a baixo, mostrando que foi pela intervenção divina que a barreira foi removida. Os homens nunca conseguiram resolver o problema do pecado por mérito próprio, e assim não rasgaram o véu de baixo para cima. Deus, pela morte do seu Filho na cruz, rasgou o véu.

O autor do livro de Hebreus explica mais sobre esse efeito da morte de Cristo. Ele falou da esperança prometida “. . . a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre . . .” (Hebreus 6:19-20). Aqui ele mostra que o véu do templo representava algo bem maior, uma separação entre os homens e Deus no céu. Jesus entrou na presença do Pai no céu, abrindo acesso para homens pecadores serem purificados e entrar no mesmo destino. O mesmo autor disse: “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hebreus 9:11-12).

O véu de separação foi rasgado, e o que ficou no seu lugar foi o corpo de Cristo, sacrificado na cruz para nos oferecer a reconciliação. No lugar da cortina de separação ficou a ponte de ligação entre homens pecadores perdoados pelo sangue de Jesus e o próprio Deus: “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hebreus 10:19-20).

A morte de Jesus na cruz foi o singular evento mais importante da História, pois foi por esse sacrifício que Deus ofereceu para nós o perdão dos pecados, a reconciliação com o Criador e a esperança da vida eterna. Graças a Jesus Cristo, o véu foi rasgado!

–por Dennis Allan