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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016



CASAMENTO DA MISSIONARIA LENA

25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29 Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30 Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
31 Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
32 Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
33 Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido. Efésios 5:25-33

Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;
1 Pedro 3:1, 7.

7 Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.
1 Pedro 3:1, 7.


  GILBERTO DOS RAMOS estás disposto a prometer diante de Deus e de todos aqui presentes a tomar a esta a Irmã MARILENA DA SILVA por tua legítima esposa, para viveres com ela segundo foi ordenado por Deus? Prometes amá-la, honrá-la, consolá-la e conservá-la, tanto na saúde como na enfermidade, na prosperidade como em seus sofrimentos, e te conservares exclusivamente para ela enquanto ambos viverem?”

    d) Entregue a aliança da noiva → para o → noivo.
.       – Peça para ele repetir as seguintes palavras, enquanto coloca a aliança na mão dela:

          “Que esta aliança seja o símbolo puro e imutável  do amor correspondido”.
    e) Entregue a aliança do noivo → para a → noiva.
        – Peça para ela repetir as seguintes palavras, enquanto coloca a aliança na mão dele:
          “Que esta aliança seja o símbolo puro e imutável do amor correspondido”.




ORAÇÃO DA BENÇÃO
“Deus eterno, Criador e Consolador do gênero humano, Doador de toda a graça espiritual, e Autor da vida eterna: Abençoa este homem e esta mulher, a quem abençoamos em Teu nome, a fim de que eles vivam sempre em paz e em amor, conforme teus santos mandamentos, e conduzindo o lar e a vida deles de acordo com tua Santa Palavra, através de nosso Senhor Jesus Cristo.

“Rogamos-te, ó Deus Todo-poderoso, que continues a ser Salvador e guia de suas almas imortais, para que, mediante a redenção de nosso Senhor Jesus Cristo, alcancem a glória eterna.”

CONSAGRAÇÃO PASTORAL
“Que o Deus Todo-poderoso, Pai, Filho, e Espírito Santo vos abençoe, vos guarde e vos mantenha firmes.

Que o Senhor, em sua misericórdia, volte para vós seus olhos de harmonia e vitória, e de tal maneira vos encha de sua graça e bênçãos espirituais, que possais viver neste mundo em seu santo temor, e no mundo vindouro possais gozar da vida celestial e eterna. Amém.”

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

MARIA DESCENDENTE DE DAVI ATRAVÉS DE BATE-SEBA VIÚVA  DE URIAS. 

1.o Quanto a divergência. Sua pergunta não seria nova, lembre-se, as listas tanto de Mateus como de Lucas eram de nomes publicamente reconhecidos como autênticos pelos judeus daqueles tempos. Os escribas e os fariseus, bem como os saduceus, eram ferrenhos inimigos do cristianismo, e eles se valeriam de qualquer argumento possível para desacreditar Jesus, mas é digno de nota que nunca questionaram estas genealogias. Se a genealogia de Jesus, apresentada quer por Mateus, quer por Lucas, estivesse errada, que oportunidade isso teria sido para estes oponentes provarem isto na ocasião! Pois, até 70 EC, eles evidentemente tinham livre acesso aos registros genealógicos públicos e às Escrituras. 
A diferença entre quase todos os nomes na genealogia de Jesus registrada por Lucas em comparação com a apresentada por Mateus é prontamente resolvida pelo fato de que Lucas traçou a linhagem de Jesus através de Natã, filho de Davi, em vez de através de Salomão, conforme fez Mateus. (Lu 3:31; Mt 1:6, 7)

Agora vamos a Natã a 6 deles registrado na bíblia. 
Por favor leia os textos. 
Filho de Davi com sua esposa Bate-Seba, que lhe nasceu em Jerusalém. (2Sa 5:13, 14; 1Cr 3:5) Traça-se a linhagem natural do Messias desde Davi, através de Natã e seus descendentes, até Jesus, evidentemente através da mãe de Jesus, Maria. (Lu 3:23, 31) 

Embora não se encontre relatos mais detalhados sobre os filhos de Natã, mas ela indica “família da casa de Natã”. (Za 12:10-14) Leia. 
Portanto Matatá era filho de Natã e neto de Davi. 
E lembrando que isso seria contextado pelos judeus da época. 

Maria, mãe de Jesus. Ela era filha de Eli, embora a genealogia fornecida por Lucas aliste o marido de Maria, José, como “filho de Eli”. A Cyclopædia (Ciclopédia) de M’Clintock e Strong (1881, Vol. III, p. 774) diz: “É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno (Núm. xxvi, 33; xxvii, 4-7).” Sem dúvida, é por este motivo que o historiador Lucas diz que José era “filho de Eli”. — Lu 3:23. 

Maria era da tribo de Judá e descendente de Davi. Por isso, podia-se dizer que o filho dela, Jesus, “procedeu do descendente [literalmente: semente] de Davi segundo a carne”. (Ro 1:3) Através de seu pai adotivo, José, descendente de Davi, Jesus tinha o direito legal ao trono de Davi, e através de sua mãe, como “descendência”, “descendente [semente]” e “raiz” de Davi, ele tinha o direito hereditário natural ao “trono de Davi, seu pai”. — Mt 1:1-16; Lu 1:32; At 13:22, 23; 2Ti 2:8; Re 5:5; 22:16. 

Se a tradição for correta, a esposa de Eli, mãe de Maria, era Ana, cuja irmã tinha uma filha chamada Elisabete, mãe de João, o Batizador. Esta tradição tornaria Elisabete a prima de Maria. Que Maria era parente de Elisabete, que era “das filhas de Arão”, da tribo de Levi, é declarado pelas próprias Escrituras. (Lu 1:5, 36) Alguns acharam que a irmã de Maria tenha sido Salomé, esposa de Zebedeu, cujos dois filhos, Tiago e João, foram contados entre os apóstolos de Jesus. — Mt 27:55, 56; Mr 15:40; 16:1; Jo 19:25. 
Não confunda com Eli o sumo sacerdote. 

Não podemos dizer que isso seja uma contradição. 
Embora a bíblia nem sempre detalhe certos assuntos, pode-se dizer que encontramos a linha correta de raciocinio.



Jesus e suas genealogias contraditórias. Guilherme Born
Como resolver o problema das genealogias? Se Jesus era filho de Deus, como ele poderia herdar o trono, que era de José, que não era o seu pai?
Inicio
Analisando os textos

Pré-Conclusão
O reino de Salomão durou para sempre?
O fim do reino de Salomão
A destruição
Messias, meio homem, meio Deus.
2ª Pré-conclusão
Jesus e a linhagem de Jeconias
Nascido de Uma Virgem
A qualificação
Conclusão Geral
Fontes
Início
Um dos maiores problemas a serem resolvidos pelos cristãos é a diferença entre as genealogias de Jesus encontradas em Mateus e Lucas. Tais genealogias tem a intenção de mostrar que Jesus era descendente de Davi e Salomão(?), cumprindo assim a profecia messiânica de 1ª Crônicas 17:11-14, que fala sobre o reinado de Salomão durar para sempre. Esta profecia é clara em afirmar que o trono seria ocupado pelo Messias eternamente.
O problema principal baseia-se no pai de José, Marido de Maria..
Mateus diz que Jacó “gerou” José.
Vejamos o texto:
Mateus 1: ...e Jacó gerou José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.
Ou seja, a genealogia é clara em afirmar que Jacó foi pai biológico de José.
Vejamos agora a Genealogia em Lucas:
Lucas 3: 23 - Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era, como se pensava, filho de José, filho de Eli...
Em Lucas, temos que o pai de José foi Eli. Eli, de acordo com a genealogia, não era descendente de Salomão. Como resolver o problema? José era filho de quem afinal?
Primeiro, temos que observar alguns costumes judaicos da época relacionados a genealogias e a parentescos.
O antigo testamento está repleto de passagens onde avós ou bisavós são tidos como “Pai”, e também netos e bisnetos tidos como “filhos”. Este costume era comum ao se relatar que tal pessoa era descendente de outra. Assim, os judeus usavam os termos “pai ou filho”.
Outro costume muito comum, e que é encontrado até hoje, é o genro ser considerado como filho do sogro e/ou o sogro como pai do genro. Isso ocorria no momento em que um homem assumia uma mulher. Neste ato, o homem passava a ser também considerado como “filho” do Sogro.
Na língua inglesa, a palavra Sogro é traduzida por “Father in Law” (Pai na Lei) e Genro “Son in Law” (filho na Lei). De forma muito semelhante do que ocorria no primeiro século.
Um terceiro costume judaico da época era excluir mulheres de qualquer tipo de contagem. Isto se estendia também às genealogias. Quando uma mulher aparecia na genealogia, era apenas como ilustração ou informação adicional relacionada a um homem desta genealogia, porém não eram peças importantes nestas. Vemos em diversas passagens que a contagem era sempre feita aos homens. (mil e tantos homens e seus filhos, mulheres e animais). Ou seja, se fossem, por exemplo, contados 500 mil homens, o total geral de pessoas podia ultrapassar os 2 milhões, contando mulheres e filhos.
Agora vamos analisar a genealogia de Lucas, a mais controversa.
Muitos teólogos e cristãos (e nós também) consideram a genealogia de Lucas como sendo referida a Maria. Ou seja, na realidade, esta Genealogia é de Maria e não de José. Assim, Eli é pai de Maria e não de José, como aparece na genealogia.
Analisando os textos
Sete pontos a serem observados sobre esta afirmação:
1º - As diferenças entre as duas são muito grandes, evidenciando que se tratam de pessoas diferentes (José e Maria)
Se Lucas tivesse a má intenção de forjar uma genealogia, ele teria feito uma semelhante a de Mateus, porém ela é totalmente diferente depois que passa por Davi. Isso evidencia que ele estava descrevendo a família de outra pessoa, no caso possível, a de Maria.
2º - Lucas nos quer mostrar que José não faz parte daquela genealogia, pois ele coloca uma informação complementar a ela. ...Jesus, COMO SE PENSAVA ser o filho de José, Filho de Eli...
Lucas enfatiza José como parte da informação do que as pessoas pensavam sobre ele ser o pai, e não como José sendo parte desta genealogia.
3º - Lucas dá bastante ênfase aos acontecimentos com Maria no início do livro e continua dando bastante importância às mulheres (Maria, Madalena, as outras mulheres, etc.) durante todo o livro.
Essa é mais uma evidência de que a genealogia se refere à Maria. Os três primeiros capítulos dão total ênfase ao nascimento de João Batista e Jesus e aos acontecimentos que envolveram Maria. Todo o desenrolar da história termina na genealogia. Pela lógica, se Lucas relata todos os acontecimentos iniciais que envolvem Maria, terminando na genealogia, esta deve ser de Maria.
4º - Lucas, no capítulo 1 versículos 30-32 nos mostra que Maria também era descendente de Davi.30 Mas o anjo lhe disse: “Não tenha medo, Maria; você foi agraciada por Deus! 31 Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus.32 Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi,
O Anjo é enfático em dizer que Maria era filha de Davi, ou seja, biologicamente, Jesus também era filho de Davi. 
5º - Uma possibilidade é que, quando Lucas colocou “filho de Eli”, ele estava se referindo à Jesus. Vejam:
Jesus, como se pensava ser o filho de José, filho de Eli. Jesus = filho de Eli (Neto). Porque existe esta possibilidade? Porque José está ali apenas para a ilustração e complementação da Genealogia no que se refere a pensarem que ele era o pai, e não que José seja filho de Eli. Como Jesus não tinha pai biológico, substitui o título pelo do avô. Também não engloba mulheres. Então não se coloca Maria como sendo a filha. 
6º - Que Lucas tenha colocado o sogro Eli como pai de José, de acordo com o que explicamos mais acima sobre casamento.
De acordo com o costume, o genro era tido como filho. Se a genealogia não comporta mulheres, seria viável que o genro fosse colocado como filho. Neste caso, não há contradição.
7º - O texto original pode ser traduzido de outras duas formas:
A palavra usada para “pensava” também significa, em termos mais gerais, “legalizado” ou “na lei”.
και αυτος ην ιησους αρχομενος ωσει ετων τριακοντα ων υιος ως ενομιζετο ιωσηφ του ηλι
Lk 3:23 And He, Jesus, when beginning, was about thirty years old, being a son (as to the law) of Joseph, of Eli, of Matthat, of Levi,
ενομιζετο – nomizo - fazer através de direito legal (uso), acostumar (passivamente, seja habitual); através de prorrogação, julgar ou considerar:--suponha, coisa, talvez seja.
Em um dicionário, o significado mais amplo de uma certa palavra sempre é colocado por primeiro, e, significados mais específicos ou de menos uso são colocados depois. Vejam que no dicionário grego, a palavra ενομιζετο é traduzida primariamente por “uso através de direito legal”.
8° - Em algumas traduções do NT, encontramos “como se pensava” e em outras “filho pela lei”
Ou seja, a mesma palavra pode significar que ele era filho de José “pela Lei” ou “como se pensava”
Mas o grego permite uma outra tradução alternativa, que soluciona completamente o problema:
Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era filho, como se pensava de José, de Eli... Para melhor ilustrar, coloque parênteses na frase:
Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era filho, (como se pensava de José)de Eli...
A mesma coisa acontece abaixo:
Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era filho, pela lei de José, de Eli...
Jesus tinha cerca de trinta anos de idade quando começou seu ministério. Ele era filho, (pela lei de José), de Eli...
Traduzindo desta forma, vemos que o texto diz que Jesus é filho de Eli, e não que José é o filho de Eli. Sendo assim, Lucas utilizou o termo “filho” no lugar de “neto”, como várias vezes encontramos no AT. Lucas era judeu, e tinha costumes judeus.
Pré-Conclusão

Jesus foi filho de Davi por parte de mãe. Com a genealogia de Lucas, analisada em detalhes e em paralelo com o grego, podemos afirmar que esta se refere à família davídica de Maria. José é citado como filho de Eli por diversas possibilidades que descrevemos acima, mas em hipótese alguma podemos concluir que há uma contradição entre Mateus e Lucas, pois não é isso que o texto está nos mostrando. Ele não mostra que José é filho de Eli. Após esta análise, quem continuar crendo que há uma contradição, é por livre escolha.
O reino de Salomão durou para sempre?
Sabemos que o reino não durou para sempre. Ou seja, a bíblia não seria inspirada, pois esta profecia não se cumpriu.
Será mesmo? Vamos analisar o texto onde encontramos esta profecia em paralelo com o reino de Salomão.
Primeiro, vamos olhar em 1ª Crônicas, texto comumente usado pelos críticos:
O Senhor falando a Natã, sacerdote do reino de Davi, que transmitiria a este a mensagem de Deus:
1º Crônicas 17:11-15 - 11 Quando a sua vida chegar ao fim e você se juntar aos seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo, e eu estabelecerei o reino dele. 12 É ele que vai construir um templo para mim, e eu firmarei o trono dele para sempre. 13 Eu serei seu pai, e ele será meu filho. Nunca retirarei dele o meu amor, como retirei de Saul. 14 Eu o farei líder do meu povo e do meu reino para sempre; seu reinado será estabelecido para sempre”. 15 E Natã transmitiu a Davi tudo o que o SENHOR lhe tinha falado e revelado.
Agora vamos olhar a mesma profecia, escrita provavelmente por um discípulo de Samuel, talvez o próprio Natã:
2 º Samuel 7:8-17 - 8 “Agora, pois, diga ao meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu o tirei das pastagens, onde você cuidava dos rebanhos, para ser o soberano de Israel, o meu povo. 9 Sempre estive com você por onde você andou, e eliminei todos os seus inimigos. Agora eu o farei tão famoso quanto os homens mais importantes da terra. 10 E providenciarei um lugar para Israel, o meu povo, e os plantarei lá, para que tenham o seu próprio lar e não mais sejam incomodados. Povos ímpios não mais os oprimirão, como fizeram no início 11 e têm feito desde a época em que nomeei juízes sobre Israel, o meu povo. Também subjugarei todos os seus inimigos. Saiba também que eu, o SENHOR, lhe estabelecerei uma dinastia. 12 Quando a sua vida chegar ao fim e você descansar com os seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo (até aqui, o texto está falando apenas de Davi), um fruto do seu próprio corpo, e eu estabelecerei o reino dele. 13 Será ele quem construirá um templo em honra ao meu nome, e eu firmarei o trono dele para sempre. 14 Eu serei seu pai, e ele será meu filho. Quando ele cometer algum erro, eu o punirei com o castigo dos homens, com açoites aplicados por homens. 15 Mas nunca retirarei dele o meu amor, como retirei de Saul, a quem tirei do seu caminho. 16 Quanto a vocêsua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de mim; o seu trono será estabelecido para sempre”. 17 E Natã transmitiu a Davi tudo o que o SENHOR lhe tinha falado e revelado.
Vejam que a profecia do livro de Samuel é mais detalhada e nos revela que esta não foi direcionada a Salomão, mas sim a Davi. Reparem o trecho:
16 Quanto a você (Davi)sua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de mim; o seutrono será estabelecido para sempre”. 17 E Natã transmitiu a Davi tudo o que o SENHOR lhe tinha falado e revelado.
(parênteses meu)
O que temos aqui? Temos que a profecia, dita como sido relacionada ao reino de Salomão, na verdade é relacionada ao reino de DAVI. Ou seja, o que duraria para sempre é o reino de Davi e não o de Salomão. 
Vale pensar desta forma pois, no livro de II Samuel, o escritor era ou quase era uma testemunha ocular do evento (Natã transmitindo a mensagem), senão o próprio Natã. O livro, apesar de levar o nome de Samuel, não foi escrito por ele, pois Samuel já estava morto.
Já o texto de 1º Crônicas é muito mais resumido e a tradução para o português nos faz pensar que o texto se refere a Salomão, mas na verdade é uma profecia, ou uma promessa, direcionada a Davi. O texto pode inclusive dizer que era para Salomão, porém o resumo, a distancia do evento e outros fatores podem ter levado o escritor de crônicas resumir o relato pelo fato de Salomão ser o herdeiro, assim, o reino eterno direcionado a Davi, estendia-se, para o escritor, a Salomão.
Sendo assim, o Messias não tem a obrigação de ser descendente de Salomão, pois o texto nos revela que a profecia é para Davi. O reino de Salomão não continuou. Deus sabia que Jeconias o trairia e Ele amaldiçoaria seu sangue. Por isso ele nos registrou esta promessa para Davi, pois o reino viria por ele!
Temos que tomar o cuidado com a interpretação. Quando me refiro ao reino de Salomão, estou dizendo sobre o reino histórico, registrado e físico. Este não continuou. Já quando me refiro ao reino de Davi, este é o reino eterno, o que podemos chamar de reino espiritual, o reino de paz.
O fim do reino de Salomão
Como se pensava, a profecia messiânica de 1º Cronicas não se refere ao trono de Salomão, mas sim ao de Davi. Sendo assim, podemos concluir que o fim do reino de Salomão poderia ocorrer normalmente, pois Deus fez sempre uma distinção do Reino de Davi para com o de Salomão. Este, o reino histórico, e aquele, o reino eterno.
Usando o próprio texto, podemos mostrar que o reino de Salomão não durou. 
1 Cronicas 17:11-14
Quando a sua vida (de Davi) chegar ao fim e você se juntar aos seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo (no caso Salomão), e eu estabelecerei o reino dele. 12 É ele que vai construir um templo para mim, e eu firmarei o trono dele para sempre. 13 Eu serei seu pai, e ele será meu filho. Nunca retirarei dele o meu amor, como retirei de Saul. 14 Eu o farei líder do meu povo e do meu reino para sempre; seu reinado será estabelecido para sempre”.
Então, a profecia é clara em afirmar que o reino de Salomão será estabelecido para sempre. Pois bem, isso de fato ocorreu?
Resposta: Não, pois a profecia não é relacionada à Salomão. Esta é um interpretação equivocada, pois a mesma profecia, em 2 Samuel 7 nos mostra que se relaciona com o reino de Davi. Isso aconteceu porque, além desta em 1 Cronicas ser resumida, as traduções dão a entender tal. Como explicamos acima, o reino histórico não perpetuou.
Mas suponhamos que realmente seria o trono de Salomão eterno. YWHW também diz que destruiria Israel, deixando um remanescente, ou em termos mais chulos, um “resto”.
Amós 9: - 1 Vi o Senhor junto ao altar, e ele disse: “Bata no topo das colunas para que tremam os umbrais. Faça que elas caiam sobre todos os presentes; e os que sobrarem matarei à espada. Ninguém fugirá, ninguém escapará.2 Ainda que escavem até às profundezas, dali a minha mão irá tirá-los. Se subirem até os céus, de lá os farei descer.
3 Mesmo que se escondam no topo do Carmelo, lá os caçarei e os prenderei. Ainda que se escondam de mim no fundo do mar, ali ordenarei à serpente que os morda.
4 Mesmo que sejam levados ao exílio por seus inimigos, ali ordenarei que a espada os mate. Vou vigiá-los para lhes fazer o mal e não o bem”.
5 Quanto ao Senhor, o SENHOR dos Exércitos, ele toca na terra, e ela se derrete, e todos os que nela vivem pranteiam; ele ergue toda a terra como o Nilo, e depois a afunda como o ribeiro do Egito.
6 Ele constrói suas câmaras altas, e firma a abóbada sobre a terra; ele reúne as águas do mar e as espalha sobre a superfície da terra. SENHOR é o seu nome.
7 “Vocês, israelitas, não são para mim melhores do que os etíopesc”, declara o SENHOR. “Eu tirei Israel do Egito, os filisteus de Caftord e os arameus de Quir.
8 “Sem dúvida, os olhos do SENHOR, o Soberano, se voltam para este reino pecaminoso. Eu o varrerei da superfície da terra, mas não destruirei totalmente a descendência de Jacó”, declara o SENHOR.
9 “Pois darei a ordem, e sacudirei a nação de Israel entre todas as nações, tal como o trigo é abanado numa peneira, e nem um grão cai na terra. 10 Todos os pecadores que há no meio do meu povo morrerão à espada, todos os que dizem: ‘A desgraça não nos atingirá nem nos encontrará’.
Mesmo que a profecia fosse direcionada à Salomão, a mesma estaria se referindo ao quesito “paz”. O reino do Messias seria como o de Salomão, um reino de Paz. O reino de Paz de Salomão duraria para sempre. O reino de paz de Salomão foi firmado para sempre.
Devemos atentamente fazer esta distinção. Davi foi o homem segundo o coração de Deus. O seu reino é o espelho do reino do Messias. Salomão, ao contrário, no final de sua vida, viveu na promiscuidade. Este fato iniciou a desgraça sobre o reino de Salomão, com seu filho Roboão, que fez tudo o que Deus não aprovava. 
Apesar disso, Salomão viveu paz durante todo o seu reino. Se a profecia fosse relacionada ao seu reino, seria devido a este quesito, a PAZ.
A destruição
Deus destrói Israel completamente no ano 70 d.C, 5 anos depois do 2º templo ficar pronto, e 37 anos depois de Jesus ter dito estas palavras:
Mateus 24:2 - “Vocês estão vendo tudo isto?”, perguntou ele. “Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”.
O Reino e a nação foram destruídos. Hoje, apenas a nação está em pé, devido a intervenções políticas e humanitárias (em 1945). 
Ou seja, de fato, de acordo com a profecia, o reinado duradouro seria o de Davi e não o de Salomão. Assim excluímos a necessidade do Messias ser descendente de sangue de Salomão.
Mas então, Deus disse que o reino de Davi seria eterno. Sendo assim, ele não deveria estar intacto? Sendo reinado pelo Messias?
Para respondermos, precisamos conhecer a figura do Messias e como ele seria, de acordo com as profecias sobre ele e o seu reino.
Messias, meio homem, meio Deus.
De acordo com algumas profecias do AT, o messias seria o Filho de Deus e o próprio Deus. Porém ele seria humano. Ou seja, teria a natureza humana e a natureza divina. Vamos ver:
Salmo 2-12 - 1 Por que se amotinam as nações e os povos tramam em vão?2 Os reis da terra tomam posição e os governantes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu ungido (Messias), e dizem:
3 “Façamos em pedaços as suas correntes, lancemos de nós as suas algemas!”
4 Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoa deles.
5 Em sua ira os repreende e em seu furor os aterroriza, dizendo:
6 “Eu mesmo estabeleci o meu rei em Sião, no meu santo monte”.
7 Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: “Tu és meu filho; eu hoje te gerei.
8 Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade.
9 Tu as quebrarás com vara de ferro e as despedaçarás como a um vaso de barro”.
10 Por isso, ó reis, sejam prudentes; aceitem a advertência, autoridades da terra.
11 Adorem o Senhor com temor; exultem com tremor.
12 Beijem o filho, para que ele não se ire e vocês não sejam destruídos de repente, pois num instante acende-se a sua ira. Como são felizes todos os que nele se refugiam!
Vejam em Isaías 9: 6 Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus PoderosoPai Eterno, Príncipe da Paz.
7 Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso.
Vemos, nestes dois textos, que o Messias (ungido) seria um com Deus. Ou seja, ele teria a natureza divina e humana.
Como o Filho de Deus profetizado no Salmo 2, o Messias, sendo Deus com o pai, assumiria a forma humana – sua natureza secundária, e ATRAVÉS DELA, ELE DESCENDERIA DE SALOMÃO E REINARIA NO TRONO DE DAVÍ.
Profecias como esta, nos mostram que ele seria humano (um menino) e Divino (pai Eterno, Deus forte).
Segundo as profecias, o Messias seria Divino?
Alguém pode me mostrar que Ele seria apenas humano?

Para harmonizar em si estas duas naturezas opostas, o “Messias verdadeiro” não podia ter um pai natural (biológico) e deveria ser gerado de forma sobrenatural para isso.

Se ele fosse gerado por ambos os pais humanos, então o Messias se tornaria completamente humano. E como apenas a mulher tem o corpo capaz de gerar um filho, então o Messias não poderia deixar de ter uma mãe humana que o gerasse em seu ventre e lhe desse a natureza humana. Mas se tivesse também um pai, não seria o Messias Verdadeiro, mas sim um Falso Messias, e não seria Filho de Deus – POIS SERIA COMPLETAMENTE HUMANO - DESCENDENTE BIOLÓGICO DE HUMANOS! COMO CONCILIARIA AS DUAS NATUREZAS DO MESSIAS?
Jesus foi o único que cumpriu as condições necessárias do VERDADEIRO MESSIAS.
A natureza principal e primária do Messias, sendo a divina, impossibilita qualquer outro homem ou ser humano de alegar ser o Cristo, Filho de Deus... Pois como um Falso Messias, que não provém de Deus, poderia ter a natureza de Deus, como o verdadeiro Messias teria de ter? E Jesus teve?
Curiosamente, na época de Jesus, Tibério César, filho ADOTIVO de Augusto César, foi o Imperador Romano de 14 a 37 d.C. Mesmo sendo filho adotivo,Tibério teve direito ao trono do Império Romano.
Mas no caso de Jesus, ele foi considerado filho legal de José. Não foi adoção. Jesus não foi um filho adotado por José. Ele o seria caso fosse filho de um outro homem, porém não o é!
Embora não tivesse do sangue paterno de José, ele também não tinha sangue paterno de nenhum outro homem. Foi um caso único e SOBRENATURAL, conforme era necessário que fosse o nascimento do Messias Prometido. A única criança gerada sem um pai, justamente como o Messias teria de ser.
Mas o Messias, por ser também humano, teria de ter um pai legal, e como não foi gerado por homem nenhum, o mais correto seria que o esposo de sua mãe lhe desse seu nome e sua paternidade - e foi o que José fez, através do sonho em que Deus lhe revela a origem da criança no ventre de Maria.
Outro ponto interessante é o fato de o judaísmo não esperar um messias de nascimento virginal. Para eles, o messias seria descendente de Davi, por parte de pai, justamente pelo fato da coroa vir apenas por pai. Assim, o messias seria humano como qualquer outro, mas com “poderes” vindos de Deus. Isso refuta qualquer tentativa de críticos alegarem que os escritores e discípulos forjaram o nascimento virginal para dar status de deus a Jesus.
2ª Pré-conclusão
Como o Messias prometido seria Filho de Deus, o único meio para Deus habitar entre os homens, e sob a forma e condição de homem ser um descendente de Salomão e herdar o trono de Davi, seria a encarnação [mistério pelo qual o Filho de Deus se fez homem, unindo a natureza divina à humana]. A encarnação é a realidade pela qual o Messias herdaria o trono de Davi, e reinará para sempre (Daniel 7:13,14).
13 “Em minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença.
14 Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruído.
Jesus e a linhagem de Jeconias
Outra coisa interessante é que, sendo descendente de José, Jesus não poderia ter de seu sangue porque José era da linhagem de Jeconias.
Jeremias 22:30 – 30 Assim diz o Senhor: “Registrem esse homem como homem sem filhos. Ele não prosperará em toda a sua vida; nenhum dos seus descendentes prosperará nem se assentará no trono de Davi nem governará em Judá.

Isto tem sido muito questionado, mas ao contrário do que muitos pensam, este incrível cumprimento qualifica ainda mais Jesus como o Messias, e torna sua genealogia mais impressionante ainda!

Caso o Messias viesse por outro descendente de Salomão, que não fosse Jeconias, ele poderia ser filho biológico, mas caso fosse descendente de Jeconias, o Messias não podia ser descendente da linhagem direta (ou biológica) de Jeconias. O Messias não poderia herdar de seu sangue - uma condição quase impossível de se cumprir, - mas foi através desta condição quase impossível e inesperada que o Messias veio, e herdou o trono de Davi, porque Jesus CONTORNOU A MALDIÇÃO DE SANGUE, o que nenhum outro homem que não fosse o messias poderia fazer.

A profecia de Jeremias não se trata de uma maldição hereditária, mas sim de uma rejeição da linhagem natural e biológica de Jeconias.
(...) nenhum dos seus descendentes prosperará nem se assentará no trono de Davi nem governará em Judá.

No tempo do Profeta Jeremias, Deus se encheu e pronunciou uma maldição de sangue sobre a linhagem de Davi, dizendo que nenhum filho do Rei Jeoaquim reinaria mais sobre Israel (Jeremias 22.30). A linhagem Davídica, iniciada com Salomão, estava aparentemente terminada e a promessa de Deus à Davi quebrada. O Messias tinha que vir da linhagem real, no entanto agora havia uma "maldição de sangue" sobre aquela mesma linhagem!

O Ramo

Entretanto, antes de a nação ser levada para Babilônia, enquanto um Rei davídico ainda se assentava no trono, Deus fez Ezequiel anunciar que a linhagem estava sendo suspensa e que não seria restaurada até que "venha aquele a quem pertence de direito" (Ezequiel 21.27), trazendo à mente a profecia de Jacó. Uma desgraça! Uma desgraça! Eu farei dela (coroa) uma desgraça! Não será restaurada, enquanto não vier aquele a quem ela pertence por direito; a ele eu a darei.
Em 519 AC, depois de os Judeus retornarem do cativeiro Babilônico, Deus disse que um homem que Ele chamou de “O Ramo” seria o rei, e que Ele teria o sacerdócio também, combinando os dois (Zacarias 6.12). Diga-lhe que assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aqui está o homem cujo nome é Renovo (o Ramo), e ele sairá do seu lugar e construirá o templo do SENHOR.
Existem quatro referências ao Ramo no Antigo Testamento, e todas apontam para o Messias.
Nascido de Uma Virgem

Mas como Deus contornaria a maldição de sangue? Para a resposta a isso, temos que voltar até por volta de 750 AC. Naquele tempo duas das mais específicas profecias messiânicas jamais proferidas estreitaram o campo a uma única possibilidade. Em Isaías 7.14 o Senhor proclamou que o Messias seria nascido de uma virgem, e em Miquéias 5.2 que ele nasceria em Belém, a Cidade de Davi.

Os críticos e Judeus contestam o texto de Isaías, ao se referir à nascimento Virginal. Alegam que a palavra “almah”, não significa virgem, mas sim moça Jovem. Alegam que o texto foi adulterado por Mateus, forjando assim um nascimento virginal para Jesus.
Mas felizmente, as datas não mentem. Mateus utilizou-se dos escritos da Septuaginta para escrever seu livro. Na septuaginta, a palavra hebraica “almah”, está traduzida como “virgem”. Detalhe: a Septuaginta foi escrita 400 anos antes de Mateus nascer. Então porque a palavra almah foi traduzida por virgem?
O texto de Isaías é uma sombra da profecia que se cumpriria em Jesus. Ele se refere a um filho do profeta, que serviria como espelho do messias.
O significado “moça jovem” é o significado mais “amplo”, porém virgem é um significado mais específico, como explicado no inicio deste estudo. Por algum motivo que desconhecemos, os tradutores da septuaginta, que eram hebreus e falavam grego, traduziram desta forma.
A língua hebraica é bastante limitada, dando diversos significados para uma mesma palavra. Temos palavras que podem ter mais de 20 significados. Já o grego constitui-se de uma riqueza léxica extraordinária. Todas as coisas tem sua própria palavra, e a palavra “virgem” tem sua correspondente correta no grego, o que no hebraico não existe. No hebraico, temos bethulah, que é usada quase sempre para “Cidade Virgem”, ou Virgem Nação. Uma referencia à mocidade das pessoas de tais cidades.
Cremos que tais tradutores, por conhecer o real significado da palavra “almah” do texto de Isaías, a traduziram como virgem.
A qualificação

A fim de se qualificar legalmente para se assentar no trono de Davi, o Rei Messias teria que ser da casa e da linhagem de Davi. Ser da casa de Davi significa ser um descendente biológico de Davi. Ser da linhagem de Davi significa pertencer à Linhagem Real. Como isso pode ser?
Quando lemos as genealogias do Senhor em Mateus 1 e Lucas 3, podemos ver diferenças começando no tempo de Davi. a genealogia de Mateus corre através de Salomão, a Linhagem Real amaldiçoada. Mas a de Lucas corre através do irmão de Salomão, Natã. A linhagem de Natã não foi amaldiçoada, mas eles também não eram reis. Maria era da família de Natã. Assim, José e Maria eram descendentes de Davi, e em adição José era um dos muitos que eram herdeiros do trono de Davi, mas incapazes de o reclamar devido à maldição sobre sua linhagem.

Então, através de Sua mãe Maria, Jesus era um descendente biológico de Davi.
QUANDO MARIA E JOSÉ SE TORNARAM MARIDO E MULHER, ELE TAMBÉM SE TORNOU O FILHO LEGAL DE JOSÉ E HERDEIRO DO TRONO DE DAVI, MAS, NÃO SENDO BIOLOGICAMENTE RELACIONADO A JOSÉ, NÃO TINHA A MALDIÇÃO DE SANGUE.

Até o presente Ele é o único homem nascido em Israel desde 600 AC com direito legítimo ao trono de Davi. O anjo Gabriel confirmou isso a Maria quando anunciou sua gravidez iminente, dizendo que Ele o ocuparia para sempre (Lucas 1.32-33). Isto mostra que Jesus é absolutamente o único capaz de ser o Messias.
Conclusão Geral
Jesus é de fato o Messias.
1 - Era descendente de Davi através de Maria;
2 - Maria era descendente de Davi;
3 - Deus sempre se referia ao trono de Davi e não de Salomão. Uma alusão de que o trono vindo de Salomão não seria o trono “Eterno”;
4 - Eli era de fato o sogro de José e não seu pai;
5 - As profecias messiânicas fazem menção ao messias com natureza divina e humana, assim como foi Jesus;
6 - O Senhor retirou o trono da família de Salomão;
7 - O Senhor nos diz que o Messias seria rei e sacerdote, uma sombra do que seria o Messias (homem e Deus). Nos diz também em Isaías e em Salmos que ele seria humano e divino ao mesmo tempo;
8 - O Messias era divino e humano, portanto não poderia ter um pai biológico, senão seria totalmente humano;
9 - O Senhor disse que a descendência de Jeconias não reinaria mais em Israel, amaldiçoando esta;
10 - O sangue de José era amaldiçoado desde Jeconias;
11 - O Messias não podia ter o sangue amaldiçoado, pois não seria Deus;
12 - Com o nascimento virginal, o Messias não seria contaminado como sangue amaldiçoado;
13 - O judaísmo esperava um Messias humanamente comum, e não um com nascimento virginal;
14 - Jesus não é descendente biológico de Jeconias, mas sim legalmente, da mesma forma que José de Eli;
15 - Jesus foi tido como filho legítimo e não adotivo, pois ele não era filho de outro homem. Assim, José o recebeu como filho legítimo;
16 - As profecias dizem que o trono era de Davi e do Senhor, que este reinado (do Senhor) é que duraria para sempre e que o Messias reinaria nele para sempre, assim, apenas o próprio Deus poderia reinar eternamente. Sendo o messias humano e divino, tem a credencial certa!
Fontes:
NVI – Nova versão internacional
King James
Septuaginta
Massorética

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Quanto à descendência de Davi, isso é incontestável, pois a genealogia no evangelho de Mateus é clara. Ele era descendente de Davi tanto por parte de José como de Maria. Legalmente Ele era filho de José e devia ser essa a sua condição no censo que era feito na época e nos registros dos livros do Templo. Os judeus nunca contestaram isso nos evangelhos. Aliás, Herodes mandou matar um monte de meninos só de medo do Rei que tinha nascido em Belém.

Se os judeus hoje contestam a descendência de Jesus hoje é porque existe uma lenda judaica que diz que Maria teria cometido adultério com um soldado chamado Panthera, por isso os judeus o chamam de Yeshu Ben-Panthera (Jesus Filho de Panthera).

A descendência legal sempre foi a considerada (ou você acha que é só com teste de DNA que se determina a paternidade?). Tenho um filho adotado por adoção plena, ou seja, ele é meu filho, tem meu sobrenome e em sua certidão de nascimento consta os nomes de meus pais e sogros como avós. Se sobrar alguma herança, ele terá seu quinhão. No processo de adoção existe uma linha escrita pelo juiz que diz que ninguém poderá contestar isso.

Os próprios judeus da época consideravam Jesus filho de José:

"Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?" Mateus 13:55

Mesmo esta seria hoje considerada pelos judeus. Pergunte a qualquer judeu e saberá que hoje é considerado judeu quem o é por parte de mãe. Um povo em constante exílio não podia se dar ao luxo de agir diferente, já que eram constantemente escravizados por inimigos e suas mulheres violadas por estrangeiros. Quem me explicou isto foi um judeu.

Isto eu tirei do site www.jewfaq.org:

"Who is a Jew? A Jew is any person whose mother was a Jew or any person who has gone through the formal process of conversion to Judaism."

O texto que você indicou, escrito por um rabino que alega não haver base para Jesus ter sido o Messias, diz:

"Segundo a reivindicação cristã que Jesus era filho de uma virgem, não tinha pai - e dessa maneira não poderia ter cumprido o requerimento messiânico de ser descendente do Rei David pelo lado paterno!"

Percebe as implicações do que ele diz? Esse rabino está baseando sua refuta na afirmação dos cristãos e, ao fazer isso, está assumindo que a afirmação dos cristãos estaria correta: Jesus é filho de Deus. Ao tentar refutar uma coisa ele acaba admitindo outra (não vai ficar bem diante de seus patrícios) que era justamente o que os judeus da época não queriam aceitar.

Mas, voltando ao "quem é judeu", nem os judeus chegaram a uma conclusão, mas a linhagem materna é a oficial e adotada pelo Estado de Israel para definir quem pode ser cidadão:

"Já quanto a descendência judaica, a divergência aparece na definição de quem viria a linha judaica, se matrilinearmente, patrilinearmente ou ambas as hipóteses. A primeira é a majoritária, sendo apoiada pelo judaísmo rabínico ortodoxo e conservador. Essa tese têm força e raio de ação maiores por ser adotada pelo Estado de Israel, além de grande parte das comunidades ao redor do mundo. Porém, a patrilinealidade é defendida pelo judaísmo caraíta e os judeus Kaifeng da China, grupos separados dos grandes centros judaicos e que desenvolveram sob tradições diferentes com base em costumes que remontam a vários séculos passados. Por último, existe a tese que ambos os pais podem dar ao filho a condição de judeu que é defendida pelo judeus reformistas que em março de 1983 por três votos a um reconheceu a validade da descendência paterna mesmo que a mãe não seja judia desde que a criança seja criada como judeu e se identifique com a fé judaica.
DAVI E BATE-SEBA: ESCOLHAS ERRADAS, CONSEQUÊNCIAS TRÁGICAS

Texto Básico: 2 Samuel 12.15-25
Leitura Diária
Domingo: Mt 26.36-46 – Vigiai e orai
Segunda: 1Co 10.1-13 – Um cuidado necessário
Terça: Mt 5.27-32 – Atitudes preventivas
Quarta: Gl 6.6-10 – Semear e colher
Quinta: Sl 51.1-19 – Confissão e arrependimento
Sexta: Sl 32.1-11 – O perdão traz a bênção
Sábado: 1Jo 1.5–2.2 – A certeza do perdão

INTRODUÇÃO
É muito comum vermos as pessoas fazerem suas escolhas sem pensar nas consequências que elas trarão. Para muitos, e talvez para nós mesmos, o que vale na hora da escolha é o prazer imediato e a vantagem que se obterá. A preocupação com as consequências e implicações é mínima ou, até mesmo, inexistente. Esse imediatismo, infelizmente, tem afetado muitas pessoas e não são poucos os crentes que seguem por esse caminho. O resultado são inúmeros conflitos e dramas familiares.
A história de Davi e de seu adultério com Bate-Seba, serve para demonstrar que na vida não podemos fazer nossas escolhas de modo inconsequente. Todas as escolhas que fizermos trarão consequências, que podem ser boas ou ruins. Elas nos aproximarão ou nos afastarão de Deus.
Hoje veremos como escolhas erradas resultam em consequências trágicas e como devemos reagir quando isso acontecer conosco, dado o nosso pecado.
I. A FALTA DE VIGILÂNCIA ESPIRITUAL
As escolhas erradas de Davi e Bate-Seba foram derivadas de atitudes espirituais apáticas, as quais denunciam a falta de vigilância. Embora o texto bíblico enfatize o pecado de Davi, não podemos deixar passar de modo despercebido a conivência de Bate-Seba com os fatos. Diante de tudo, não há o registro de qualquer protesto contra aquela situação, nem mesmo um mínimo indício de reprovação ou desconforto. Por isso, consideramos que a sua participação também foi decisiva para a prática do pecado.
Para entender o que ocorreu com Davi e como um “homem segundo o coração” de Deus (1Sm 13.14; At 13.22) pôde trazer ruína para a sua vida e família, precisamos entender o que estava acontecendo com ele, e em que circunstâncias sua escolha ocorreu.
Em 2 Samuel 11.1, temos o contexto em que Davi comete adultério com Bate-Seba: “…no tempo em que os reis costumam sair para a guerra […] Davi ficou em Jerusalém”. Tais palavras parecem uma crítica a atitude de Davi e apontam para as circunstâncias em que pecou. Ao que parece, Davi negligenciou as suas obrigações como rei de Israel. Ele deveria ter acompanhado seu exército, mas preferiu ficar em sua casa na ociosidade, a descansar e passear, enquanto seus homens estavam em batalha (veja o verso 2 e compare-o com os versos 1 e 11).
A escolha de Davi foi determinada por sua atitude de negligenciar seus deveres como servo de Deus, visto que a posição que ocupava fora estabelecida pelo próprio Deus. O Senhor o havia ungido como rei para governar e estar à frente de Israel.
Conforme 2Samuel 11.2, em sua ociosidade e negligência, Davi ao olhar pelo terraço de sua casa avistou uma mulher, que era mui formosa, tomando banho. A narrativa dos fatos dá entender que Davi agiu de forma descuidada. Estava onde não deveria estar e olhou o que não podia olhar e cobiçou o que não era seu. Talvez, as grandes conquistas de Davi (narradas no livro de 2Samuel, principalmente nos capítulos 8 a 12), a posição de segurança e o conforto que havia alcançado, tivessem “subido à sua cabeça”, e nesse momento o orgulho tomado conta de seu coração, a ponto de “baixar a guarda” espiritual de seu coração, ou seja, ele havia deixado de vigiar e esquecido que a carne é fraca (Mt 26.41; 1Co 10.12).
A história do adultério de Davi nos ensina como é necessário cuidarmos de nossa vida espiritual, mantendo constante vigilância, para não fazermos escolhas erradas. Davi subestimou a sua natureza pecaminosa, esquecendo-se de que ainda era um pecador e precisava vigiar sempre. Se tivesse agido diferente, não teria tomado a decisão de olhar pelo terraço e mandar buscar para si a mulher que não era sua esposa.
Ainda hoje, muitos caem em tentações, como Davi caiu, por subestimarem os perigos espirituais. Quantos são aqueles que fazem escolhas erradas, escolhendo o adultério, a fornicação, simplesmente porque olharam “pelo terraço”, acessaram aquela página na internet com imagens impróprias, que não deveriam acessar, cederam à tentação de dar uma olhadinha apenas, e isto desencadeou outras atitudes e escolhas que resultaram em ruína.
O que Jesus ensina em Mateus 5.27-32 deve ser levado em conta, para não fazermos escolhas semelhantes as escolhas de Davi. Vigiemos para não cairmos em tentação, fazendo escolhas que nos conduzam à ruína.
II. ESCOLHAS ERRADAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS
A decisão de Davi, após olhar para Bate-Seba, de mandar buscá-la e deitar-se com ela, cometendo adultério, desencadeou em outras escolhas erradas, na tentativa de esconder seu pecado. Tudo isso, inevitavelmente, resultou em terríveis consequências não só para eles, mas também, para suas respectivas famílias.
Após ter-se deitado com Davi, Bate-Seba achou-se grávida (2Sm 11.4-5). E quando informado disso, na tentativa de esconder o que havia feito, Davi mandou buscar Urias, esposo de Bate-Seba, sugerindo-lhe que retornasse para sua casa. O intenção de Davi, friamente calculada, era que Urias se deitasse com sua esposa (11.6-8), pois, uma vez que tivesse contato íntimo com Bate-Seba, provavelmente consideraria que o filho que ela estava gerando fosse seu – assim, tudo estaria resolvido e Davi e Bate-Seba teriam encoberto sua transgressão.
Urias, no entanto, não aceitou ir para casa, deitando-se à porta da casa real. Ele se sentia mal diante daquele “privilégio”, pois sabia que seus companheiros estavam no desconforto da batalha. Ele julgava-se no dever de voltar para ajudá-los. Isto levou o rei Davi a tomar outra escolha errada. Por meio do próprio Urias, ele encaminhou uma carta a seu oficial Joabe, para que o colocasse no local da batalha onde a peleja estivesse mais difícil, para que então fosse ferido e morresse. E foi o que aconteceu. Urias foi morto e Davi tomou Bate-Seba para ser sua mulher. Para Davi parecia que tudo estava resolvido.
Na vida as escolhas erradas que fazemos, sempre terão suas consequências. O que sucedeu com Davi e Bate-Seba é demonstração disto. Aprendemos na Bíblia que aquilo que semearmos isso ceifaremos (Gl 6.7). “Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.8). Davi e Bate-Seba semearam corrupção e tiveram que colher as consequências de seus atos. Isto porque de Deus não se zomba (Gl 6.7). Os homens podiam ignorar o que Davi e Bate-Seba fizeram, mas Deus que sonda os corações e conhece todas as coisas, sabia o que eles haviam feito (Sl 139). Nada ficou encoberto aos olhos do Senhor, que no tempo próprio enviou até Davi o profeta Natã, para repreendê-lo (2Sm 12.1-15).
Nas palavras do Senhor por intermédio do profeta Natã, as ações pecaminosas de Davi e as suas escolhas erradas, teriam consequências que afetariam tanto ele como a Bate-Seba e a sua família, por um longo período da vida deles. Situações surgiriam como resultado do pecado deles, mas também como manifestação do juízo de Deus por causa de suas transgressões. Davi demonstrou-se arrependimento pelo que fez, foi perdoado (2Sm 12.13), mas ainda assim teve de enfrentar as consequências das suas escolhas.
Primeiro, foi a morte do filho que Bate-Seba estava gerando: “o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera à luz a Davi; e a criança adoeceu gravemente” e “ao sétimo dia morreu a criança” (2Sm 12.15,18).
Depois, surgiram outras consequências. O Senhor por intermédio do profeta Natã, profetizou que a espada jamais se afastaria da casa de Davi. Assim como Urias foi morto de forma violenta, assim também a violência não se apartaria da casa de Davi. Então, tempos depois, seu filho Absalão, assassinaria seu próprio irmão Amnom, como vingança, por ter este estuprado a irmã deles, Tamar (2Sm 13.1-36). Isso fez com que Joabe matasse Absalão (2Sm 18.14-15).
Mas estas não foram as únicas e trágicas consequências. Conforme as palavras do Senhor, da própria casa de Davi, seria levantado alguém que tomaria suas mulheres e se deitaria com elas à vista de todos (2Sm 12.11-12). Aquilo que o rei havia feito as escondidas, agora seria realizado as claras. Isso começou a se cumprir quando Absalão pôs fim a sua fuga, depois de matar seu irmão Amnom, retornando para sua casa. Ele se revoltou contra seu pai Davi, que teve de fugir por causa de sua conspiração, incitando o povo contra o rei. Então, Absalão deitou-se com as concubinas de Davi (2Sm 16.20-23). Davi enfrentou em tal situação grande angústia (Sl 3) visto que, era perseguido por seu próprio filho, que cessou de persegui-lo, somente depois que foi morto por Joabe, oficial do exército de Davi. Somente com a morte de seu filho, Davi teve seu reino restituído e pôde voltar para sua casa (2Sm 19.11-15).
A história de Davi e Bate-Seba, de suas escolhas erradas e consequências trágicas, permanece por todos os tempos, como um alerta para todo crente na hora de fazer suas escolhas. Para todas escolhas erradas existe um preço a ser pago. Dependendo das escolhas erradas que fizermos, o preço poderá ser alto demais, como foi o preço pago por Davi e Bate-Seba. Portanto, sabendo que não podemos ser inconsequentes em nossas escolhas, procuremos fazer escolhas acertadas, sempre fundamentadas na Palavra de Deus.
III. A BÊNÇÃO DO PERDÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
A despeito dos pecados cometidos principalmente por Davi, e também por Bate-Seba, Deus os perdoou. O perdão foi declarado logo depois de Davi reconhecer sua culpa: “…disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. Disse Natã a Davi: Também o SENHOR te perdoou o teu pecado; não morrerás” (2Sm 12.13). Já foi demonstrado que Davi colheu consequências por causa de suas culpas. Isto quer dizer que receber perdão divino não implica na anulação das consequências das suas escolhas.
No salmo 51, escrito por Davi quando o profeta Natã foi ter com ele, depois de haver ele possuído Bate-Seba, encontramos a confissão do rei de forma bastante detalhada, na qual reconhece suas culpas. Davi demonstra nesse salmo a certeza que tem de que Deus pôde perdoá-lo e restaurar sua vida, restituindo-lhe a alegria da salvação (Sl 51.12).
Se por um lado, a história de Davi serve como alerta de como podemos cair em tremenda transgressão e ruína espiritual, por outro, por maior que seja a nossa culpa, mesmo que seja na proporção da culpa de Davi, ou até maior, aprendemos sobre a grandeza da ação misericordiosa de Deus. Na descrição do perdão divino concedido a Davi, podemos entender a profundidade das palavras do profeta Jeremias: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.22-23).
Por maior que seja a culpa de alguém, não é suficiente grande em comparação a grandeza do amor e misericórdia de Deus, que são manifestados em Cristo Jesus, mediante o seu sacrifício na cruz (Rm 5.1-11). Paulo diz que “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Por maior que fosse a culpa e os pecados de Davi, a graça do Senhor era muito maior, sendo poderosa para perdoá-lo e superar sua culpa.
O perdão de pecados está disponível a todos que arrependidos confessarem os seus  pecados a Deus (1Jo 1.9). As Escrituras nos levam à certeza de que todas as vezes que confessarmos os nossos pecados, Deus em sua fidelidade e justiça, satisfeitas inteiramente em Cristo, nos perdoará. Davi foi perdoado imediatamente após ter reconhecido sua culpa (2Sm 12.13).
É preciso, também, entender que a certeza do perdão de Deus não deve servir como licença para pecar (Rm 6.1-14). Ela serve de conforto e amparo para que, quando pecarmos, podermos recorrer a nosso Advogado e lhe suplicar auxílio e perdão (1Jo 2.1-2). Temos de nos esforçar para não fazermos   escolhas erradas, que nos levem ao pecado. Mas se pecarmos, temos a certeza confortadora do perdão.
Além da bênção do perdão, Davi e Bate-Seba foram abençoados com um filho. Assim nasceu Salomão. Com esse nascimento seus pais foram consolados pela perda do primeiro filho. A essa criança o profeta Natã havia dado o nome de Jedidias, que significa literalmente “Amado do Senhor”. Este seria também alguém usado por Deus em seu serviço, pois se tornaria rei em lugar de seu pai e seria o responsável pela construção do templo de Jerusalém (2Cr 3.1-2). Salomão se destacou por sua grande sabedoria (2 Cr 1.7-13).
O nascimento de Salomão é a demonstração de que Deus está sempre pronto a abençoar seus servos, a despeito de não merecerem nada de suas mãos. Podemos perceber como a graça de Deus supera nossos pecados e deméritos. Davi havia se arrependido, recebido o perdão e agora tinha a oportunidade, juntamente com Bate-Seba, de ser instrumento das bênçãos de Deus e alvo de sua graça.
O fato mais significativo relacionado ao nascimento de Salomão está em que dele descenderia Cristo Jesus. Isto é destacado por Mateus na genealogia que apresenta de Jesus: “Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias” (Mt 1.6). Nota-se que Mateus, inspirado pelo Espírito Santo ao escrever sobre a genealogia de Cristo, não deixou de lembrar que Salomão era filho de Davi com a mulher que fora esposa de Urias. Apesar do pecado de Davi e Bate-Seba, a graça do Senhor tornou possível, por meio deles, o nascimento daquele de quem descenderia o Messias.
Por meio desses fatos, que demonstram a bênção de Deus sobre Davi e Bate-Seba, somos encorajados e confortados, pois verificamos que os pecados perdoados do passado não podem interferir ou impedir que sejamos abençoados por Deus. Deus não mais se lembra das transgressões passadas praticadas por nós e perdoadas em Cristo. Assim não deixa de derramar sobre nós suas bênçãos.
CONCLUSÃO
A história de Davi e Bate-Seba, demonstra que na vida cada escolha feita de forma errada resultará em consequências desastrosas. Vimos que a escolha de Davi foi determinada por seu descuido espiritual. No entanto, apesar do grande pecado cometido por ele e Bate-Seba, dos desdobramentos de suas escolhas e das trágicas consequências, Deus demonstrou sua graça e amor, restaurando-os, perdoando-os e ainda mais, concedendo a eles a oportunidade de terem outro filho, de quem descenderia o Messias, o Salvador Jesus.
APLICAÇÃO
Agora que você aprendeu sobre Davi e Bate-Seba e sobre as consequências trágicas de suas escolhas, avalie sua vida verificando em quais áreas você tem pecado contra o Senhor. Confesse cada um dos seus erros e dispondo-se a abandoná-los. Lembre-se de que é indispensável você manter vigilância para que suas escolhas sejam sempre feitas segundo a instrução da Palavra de Deus. E não se esqueça de sempre render louvores ao Senhor pelo perdão que ele concede a você, bem como, por sua infinita graça que é revelada na continuidade de suas bênçãos em sua vida, apesar de seus erros.